Para o contrato de leitura dos períodos anteriores li “A crónica dos bons malandros” de Mário Zambujal, “Cão como nós” de Manuel Alegre e “O Perfume – História de um assasino” de Patrick Süskind, tendo os últimos dois me surpreendido bastante.


“O Perfume” foi o primeiro romance de Patrick Suskind e a crítica internacional dos mais diversos sectores tê-lo-ia distinguido como um dos mais importantes romances da década em que foi escrito, sendo constituído por um dos mais invulgares casos de assassinatos. Foi dos melhores livros que li por ser um livro bastante distinto de todos os outros anteriormente lidos, visto que se trata de uma história inquietante e um pouco angustiante.
“A atmosfera pesava com o suor adocicado do gozo e transbordava de gritos, gemidos e grunhidos das dez mil bestas humanas. Era infernal.” (citação preferida, extraída da obra)
O livro “Cão como nós” do escritor português Manuel Alegre, é um testemunho comovente da relação do homem com o seu cão, Kurika: um enlace construído sem palavras, mas com forte simbologia. Foi um livro que fiz questão de ler até ao fim, em poucos dias, pois nele o narrador, dono do cão, intercala memórias muito vívidas com o vazio deixado com a ausência do animal. Durante muito tempo, este acreditou que o cão era, apenas e só, um simples cão mas com a sua morte, compreendeu que o cão, era como nós. Achei a história envolvente por se assemelhar á minha realidade com o meu cão, (visto que este sofre da mesma doença que o cão do narrador sofria) e poder ler aquela descrição de como este lidava com tudo isso é muito entusiasmante.


“Sinto calor aos pés, aposto que estás aí enroscado, vamos de carro a caminho de Moura e um poema começou a esboçar-se dentro de mim, pego num pedaço de papel, é uma conta de cartuchos, não importa, serve, começo a escrever, quando ficamos sós eu leio-te, é para ti.”
(citação preferida, extraída da obra)
(citação preferida, extraída da obra)