O livro Estação Carandiru está dividido em capítulos que retratam a vivência do autor, Drauzio Varella, no respectivo estabelecimento prisional. No primeiro capítulo (Estação Carandiru), Drauzio Varella (médico cancerologista, que prestou cuidados de saúde na agravante situação que se encontrara o maior presídio do Brasil: Carandiru), descreve como foi a sua entrada na Casa de Detenção, a rotina dos prisioneiros e a elevada concentração de reclusos que se encontravam no presídio, "são mais de 7 mil homens, o dobro ou o triplo do número previsto nos anos 50, quando foram construídos os primeiros pavilhões. Nas piores fases, o presídio chegou a conter 9 mil pessoas".
No segundo capitulo (O casarão), o autor descreve o presídio, afirmando que é velho e mal conservado. Refere que este é dividido em pavilhões, que se encontram separados uns dos outros. No capítulo seguinte (Os pavilhões), o autor acrescenta que os reclusos se encontram separados nos diferentes pavilhões, não só pelo tipo de crime que cometeram mas também pelas diferenças sociais. Explica também que a arquitectura externa dos pavilhões era semelhante, mas as divisões internas e a geografia humana eram diferentes por esse motivo.
No capítulo quatro (O Barraco), Drauzio procura explicar, detalhadamente, os barracos, também chamados de celas, referindo as situações precárias em que estas se encontravam, as suas dimensões, que variavam sem lógica aparente: algumas, até espaçosas, eram individuais, mas noutras encontram-se um número excessivo de reclusos, chegando alguns a dormir invertidos, com os pés no rosto do companheiro. Isto porque cada barraco tinha um dono (que era um recluso) e um valor de mercado, tendo assim, cada novo recluso que pagar ao dono da cela, o espaço para ficar - negócio que a polícia não conseguia controlar.
No capítulo cinco (Sol e Lua) é explicada a rotina dos presidiários, o seu dia-a-dia, ou seja, em que partes do dia eles realizavam as actividades desportivas, os campeonatos, as refeições, quando usufruíam do seu tempo de lazer, entre outros. Por fim, o sexto capítulo (Fim de Semana) revela que nos fins-de-semana, a limpeza é a principal actividade dos reclusos, tendo estes que limpar as suas celas, para que as suas visitas pudessem usufruir de um ambiente mais adequado, higiénico e civilizado.
(Neste momento encontro-me a ler o início do sétimo capitulo, na página 60)
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